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domingo, 28 de fevereiro de 2010

Poesia Areia Branca de Deífilo Gurgel

Areia Branca

No princípio era a escola de D. Adelina
No princípio eram as Festas de São João
No princípio era o pastoril “Futurista”
Naquele tempo o “boi” vinha dançar
Em frente à casa de Júlio de Noca.
Naquele tempo vinham os “beijus”
E espalhavam na areia vermelha do cais.
Depois veio a saudade.
Como eu te amei, cidade do meu berço!
Quero vagabundar devo pelas tuas ruas.
Quero falar com tuas famílias de Camarões,
Corós, Baleias, Sanhoás,
Gatos, Camelos, Bribas, e Besouros.
Quero subir na torre de tua única igreja
E espiar lá do alto
Os navios que atracam no lamarão
Deixe-me pensar que ainda és a mesma
Deixe-me passar de olhos fechados
Pelo Beco da Galinha Morta
E não sabia que por trás da Barra
O mundo era tão grande.

Fragmento poético Areia Branca de Deífilo Gurgel do livro de sua autoria "Areia Branca: A Terra e a Gente." Natal–RN, 2002.

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